A publicidade deve chegar ao Twitter em 2010. A rede de microblog anunciou que pretende comercializar o espaço neste ano e iniciou conversas com potenciais anunciantes, afirmou o diretor da empresa Dick Costolo, em matéria no site da revista "Business Week" desta quarta-feira (20).
Segundo a revista, faz parte dos planos do Twitter buscar oferecer contas comerciais para que usuários possam usar o tráfego por mensagem publicada no serviço. A medida interessaria em especial o público que trabalha com negócios.
Em novembro, Costolo havia também afirmado ao site especializado TechCrunch que o modelo de publicidade no Twitter seria "fascinante", "não tradicional" e as pessoas iriam "amar".
A jovem empresa, fundada em 2006, deve mesmo focar em receita neste ano, havia adiantado seu cofundador, Biz Stone, em novembro. "O ano de 2010 realmente será o ano da receita. Eu não sei se seremos lucrativos, mas temos muito tempo", disse Stone.
MPF abre consulta pública sobre o tempo de publicidade na TV por assinatura
19.1.2010 | 14h04m
O Ministério Público Federal em São Paulo (MPF/SP) abriu uma consulta pública para avaliar o tempo de publicidade na TV por assinatura. A consulta foi denominada “Televisão por assinatura e transparência das relações de consumo: quantidade de programação, quantidade de publicidade e o direito do consumidor à informação”.
Os assinantes de TV paga terão 60 dias para enviar informações e opiniões sobre o tempo de publicidade veiculada durante a programação do serviço. O objetivo do MPF-SP é avaliar a proporção entre a qualidade da programação e o tempo destinado à publicidade. A partir dessas informações, o Ministério vai usar os dados como base para criar um procedimento para o setor.
O procurador da República Marcio Schusterschitz da Silva Araújo, responsável pelo caso, também oficiou sobre o mesmo tema à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), à Associação Brasileira de TV por Assinatura e a organismos de defesa do consumidor como o Idec e a Associação Pró-Teste.
Os interessados em contribuir com a consulta pública devem enviar um e-mail para consultapublica_mssa@prsp.mpf.gov.br, ou uma carta para o endereço: Peixoto Gomide, 768, São Paulo-SP, CEP 01409-904, com o assunto “consulta pública procedimento 1.34.022.000025/2007-04” no envelope.
40% dos consumidores das classes A e B são mais preocupados com marcas reconhecidas
15.1.2010 | 16h38m
A qualidade dos produtos supera o desejo por consumo de marcas renomadas, segundo pesquisa da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) que envolveu 800 entrevistados. Deles, metade não se preocupa com marcas conhecidas. A maioria dos entrevistados (82,8%), no entanto, concorda que os produtos com melhor qualidade têm preços mais elevados.
Na análise por classes, o resultado apontou que 40% dos consumidores A e B são os mais atentos às marcas. Em contrapartida, os das classes D e E são os mais desinteressados no assunto (66,3%). Segundo Sandra Turchi, superintendente de marketing da ACSP, a taxa de consumo mais elevada nas classes A e B apresenta uma forte ligação com o status que as grandes marcas conferem a quem as consome.
A grande diferença é a forma como as classes analisam o produto no ato da compra. Os consumidores mais pobres prezam muito a escolha acertada, pois não dispõem de tanto capital. "Eles consomem produtos de qualidade, sim, desde que sejam beneficiados pelo crédito, mas não necessariamente a escolha vai estar ligada à marca. Ele se permite pagar mais caro, mas não quer arriscar", explica.
A pesquisa mostra também que 76,3% dos consumidores preferem qualidade a preço, sendo os das classes A e B os que mais concordaram com a assertiva: "Prefiro um produto de qualidade a um de bom preço", (81,1%). São os consumidores com este perfil os que mais realizaram compras na internet (39,1%) e os que mais compraram produtos com divulgação através de propaganda por e-mail (32,1%).
Entre as classes D e E apenas 7,1% fizeram compras pela internet e 3,1% através de e-mail marketing. O destaque, porém, é que os consumidores destes segmentos são os que mais fizeram compras pela web nos últimos 30 dias (28,6%), reflexo do movimento vivido pela economia nacional e do acesso de novos públicos a opções antes restritas a uma minoria.
No ano passado o mercado publicitário brasileiro cresceu nominalmente, cerca de 7%, um aumento real de 2,5%. Os dados são da Abap (Associação Brasileira das Agências de Publicidade).
Segundo Luiz Lara, presidente da entidade e CEO da agência LewLara/TBWA, o resultado foi possível pela força do consumo da população com a compra de bens de higiene, beleza, cosmético, varejo e outros. A isenção do IPI (imposto sobre produtos industrializados) para automóveis e linha branca também ajudaram o mercado. Com a Copa do Mundo e as eleições, a previsão de Lara é que a publicidade cresça cerca de 12%.
Outro ponto importante para o crescimento da propaganda em 2009 foi a regionalização com ações específicas e segmentadas. Um fato que marcou o ano foi o crescimento do número de propostas e leis para restringir a propaganda infantil.
Já o mercado de mídia indoor registrou alta de 4,5% nos investimentos publicitários e a expectativa para este ano também é de aumento. Copa do Mundo Com a Copa do Mundo de 2010, as expectativas para a TV e o rádio são muito boas. A primeira aumentará ainda mais sua penetração com o aumento nas vendas dos aparelhos, já que na última Copa (2006) foram vendidos 10 milhões de aparelhos. O rádio terá mais oportunidades para chegar ao conhecimento dos espectadores com os celulares e a internet.
O rádio chegou a R$ 1,6 bilhão de faturamento em 2007. No ano seguinte o crescimento foi de 3% e de R$ 1,7 milhão. Em 2009, o crescimento foi de 2%. Já a TV alcançou R$ 12,6 bilhões em 2008. Os dados são da Abert (Associação Brasileira de Rádio e Televisão).
Por outro lado o jornal sofreu uma redução no faturamento publicitário de 10% em 2009. Para este ano, as expectativas são melhores com a recuperação da economia brasileira.